quarta-feira, 11 de julho de 2012

Relação familiar

Sempre me dei muito bem com minha mãe,principalmente porque eu sempre contei tudo pra ela. Nunca tive muita aproximação com meu pai,as nossas conversas mais longas era quando ele me dava alguma bronca ou quando ele ia me pedir pra levar água pra ele.
Minha mãe,embora não muito presente,sempre que ela podia,ela tinha uma folga no hospital,e passava um dia comigo,pra não me deixar só em casa.
Mesmo que minha irmã também more comigo,ela nunca foi muito de ficar em casa,a diversão dela é sair todos os dias e me deixar só,sem ter o que fazer.
Como eu era uma criança,não sabia que ela estava me usando pra me fazer de empregada...só vim notar quando eu tinha feito 12 anos.
Sempre fui mais responsável do que ela,sempre fiz tudo em casa,sempre fazia a janta o almoço e quem cuidava da casa era eu. Ela sempre ficava trancada no quarto fazendo deus sabe lá o que ( hoje em dia eu sei o que é).
Mas não vou fugir do foco,o foco aqui é minha mãe...
Embora eu saiba que ela me ame,ela sempre deu razão pra minha irmã,ela nunca reconheceu as coisas que eu fazia em casa quando era criança. E agora que cresci,eu nao faço mais essas coisas....quer dizer,faço,pra ajuda-la e quando vejo o quão inútil minha irmã é.
Esses dias,meu trabalho de jornalista não tem me dado muito lucro. Então eu e minha equipe,decidimos sermos mais ousados. Descobrimos um furo em um antigo azilo que hoje em dia dizem que lá é mal assombrado. Contactamos com o dono do local pra ficarmos um dia lá,trancados,sem ajuda de ninguém,só eu e minha equipe de reportagem.
Logo que contei a minha mãe,ela não aceitou,disse que era coisa da minha cabeça e que não era bom mexer com esse tipo de coisa. Mesmo assim,eu vou,tudo depende do dinheiro que eu vou ganhar,e se isso for um sucesso,não preciso mais morar na mesma casa,e vou morar em outro lugar com minha mãe,pra deixar minha irmã morfando....
Estou aqui, escrevendo esse post praticamente deitada,pronta para estragar a minha coluna...mas mesmo assim,mesmo com preguiça e com os olhos vermelhos por não ter dormido a noite inteira por causa do meu terrível  problema de insonia.
Estive pensando essa noite,como crianças são pessoas tão puras e inocentes (pelo menos as de antigamente),quando eu era criança,nunca notei que a ausência do meu pai,não era porque ele trabalhava dirigindo onibûs de viagem ou algo do tipo. Mas sim,as putas que ele tinha um caso na época,enquanto minha mãe trabalhava.
Nunca achei que meu pai poderia ter alguma moral em mim,mesmo eu sendo filha. Qual o pai que merece a atenção da filha ? é aquele que sempre foi presente na sua vida,que sabe a sua idade,que sabe de tudo que acontece....só que eu nunca deixei de fazer o que ele mandava. Era coisas simples. Pegar água,pegar o célular em cima da mesa ou algo do tipo,mesmo assim,fazia com raiva.
Minha irmã,aquela inútil,também fazia o mesmo,se aproveitava com o fato dela ser a irmã mais velha e mandava eu pegar as coisas,e quando nao mandava,ela ameaçava me bater. Mas tem um dia que a pessoa se cansa de fazer as coisas,e esse dia,eu disse um não pra ela e ela veio pra cima de mim para me bater e puxar meus cabelos. Eu imediatamente,não sei como,empurrei a cabeça dela contra a parede e disse : da proxima vez que voce fizer isso,eu nao vou contar pra minha mae,mas eu juro,você vai se arrepender pelo resto da sua vida de tentar encostar um dedo em mim.
Ela olhou pra mim assustada e começou a rir,disse que eu era apenas uma criança e que eu n faria nada....
só disse a ela que era pra manter distancia de mim e que eu não era a empregada dela,que ela tinha braços,pernas,mãos e pés. Ela tinha condição de ir pegar a água dela.
Foi com essas e outras coisas na escola,sofrendo preconceitos dos "coleguinhas" de sala,por eu ser muito branca e loira,que naquela época eu não notava que era apenas inveja,pois eu era uma criança bonita.
Mas hoje tenho 26 anos e muitas coisas mudaram,só não o fato da minha mãe continuar trabalhando para pagar as contas de casa e a faculdade de psicologia da minha irmã. Ela é burra o suficiente pra não passar em uma faculdade pública,então minha mãe paga pois o que mais ela quer,é que termine os estudos.
Já eu,passei em uma faculdade pública e minha mãe não precisa pagar minha facul. É o que mais da raiva a minha irmã....

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vidinha Brasileira....

Nasci em fortaleza,tenho 26 anos e moro com meus pais,Ana Celia e Marcus Vinicius.
Moro também com minha irmã,mas é mesmo que "nada". Ela não faz muita diferença na minha vida....
O que eu tenho a dizer sobre mim,não é muita coisa...eu faço faculdade de jornalismo a quatro anos e estou terminando. 
Trabalho em um jornal na cidade,com um tema abordando : casos sobrenaturais.
Ninguém aqui dá muita importância pra esses tipos de assuntos,pois a galera daqui é geralmente muito religiosa e acham que isso é coisa do demonio (em certa forma pode até ser). Não me contento com a merreca que eu ganho de forma alguma,então faço alguns bicos de modelo fotográfico para algumas revistas, e com esse dinheiro,pago a metade da minha faculdade. 
O dinheiro que minha mãe recebe,não é grande coisa,mas com ele,ela tenta fazer "mágicas". Meu pai,gasta o dinheiro dele apenas com luxos para ele. Perfumes de marca,blusas de marca,relógios de ouro e brincos de ouro para as suas "putas".
Eu e minha irmã,sabemos dos casos que nosso pai tem. Até minha mãe sabe,pois ele contou a ela... 
O único motivo da minha mãe não querer que ele saia de casa,é a preocupação com o que os vizinhos saibam e fique falando mal dela e da vida dela. 
Eu sou acostumada com isso,com a ausência do meu pai em casa,pois sempre soube o que ele fazia quando minha mãe estava trabalhando.Desde criança,meu pai nunca ligou muito para mim nem para minha irmã,e muito menos para minha mãe. 
Ele nunca ia a uma reunião de escola,nunca soube a minha verdadeira idade pois nunca esteve presente nos meus aniversários e também nunca me deu nenhum presente e nem carinho. Tudo que acontecia na minha vida,era do lado da minha mãe,pois ela sempre esteve comigo e minha irmã. 

( Modelo : Paula Oliveira. Fotógrafo : Carlos Augusto. Revista caras)